ICBP 1017 - Implantação, manutenção e acesso ao DEA Desfibrilador Externo Automático.
O primeiro documento nacional neste tema, informações importantes agora estão acessiveis.
Diretrizes com parâmetros mínimos para dimensionamento, planejamento, implantação ou adequação, manutenção e acesso adequado e seguro ao DEA Desfibrilador Externo Automático em empresas e comunidades.

O texto na integra está nas páginas abaixo, e pode ser baixado, salvo, distribuido e impresso gratuitamente, com uso livre, mesmo que comercial, desque não seja modificado e mencione o ICBP como fonte e este site.
Diretrizes ICBP-1017
Implantação, manutenção e acesso ao DEA.
1ª Edição Julho -2009
ICBP Instituto Brasileiro de Pesquisas Prof. Ivan Campos
Prefácio:
O ICBP-Instituto Brasileiro de Pesquisas Prof. Ivan Campos, é uma entidade independente, de utilidade pública, sem fins lucrativos, de pesquisa e informação, para estudantes profissionais e voluntários nas áreas de Saúde, Segurança no Trabalho, Bombeiros e equipes de apoio e emergência, atuando em todo território nacional. As Diretrizes e publicações ICBP são de acesso público, gratuitas e de uso livre, mesmo que comercial, desque não seja modificado e mencione o ICBP como fonte e este site.
Introdução:
Hoje não se fala em ressuscitação, que é o socorro na parada cardíaca, sem falar também em DEA, pois um complementa o outro, e um sem o outro tem poucas chances de sucesso, o DEA Desfibrilador Externo Automático, na verdade semi-automático, é um equipamento seguro, e pode ser operado por qualquer pessoa que tenha treinamento, independentemente de formação, profissão ou área de atuação. A cada dia mais leis exigem a aquisição e disponibilidade do equipamento bem como treinamento de pessoal em uso do DEA, mas até esta publicação, não existiam informações de acesso público sobre como implantar e dispor este equipamento, como fazer sua manutenção, como equipar o conjunto de forma a ter um uso eficaz, como treinar pessoas, e outros pontos de grande importância. Algumas leis municipais sobre DEA foram publicadas sem referências necessárias, empresas não encontravam parâmetros e orientações a seguir, pretendemos com esta publicação suprir essa necessidade.
Objetivo:
O objetivo desta diretriz é oferecer parâmetros, e requisitos mínimos que sirvam de orientação a empresas e entidades que vão implantar ou adequar o acesso ao DEA, e como parâmetro para exigência em redação ou atualização de Leis com exigências sobre DEA, recomendamos leitura e inclusão de requisito que atendam as Diretrizes: “ICBP-1017 Implantação, manutenção e acesso ao DEA”. “ICBP-1018 Requisitos para cursos de Suporte Básico à Vida e DEA”. “ICBP-1019 Sinalização universal para DEA”.
Referências:
Publicações internacionais: ILCOR- Comitê Internacional para Consenso de Ressuscitação, Guide Lines 2005, artigos AHA e ERC e suas atualizações, e manuais técnicos das principais marcas de DEA. Publicações nacionais: Leis e Decretos “atualizados” referentes a DEA, Primeiros Socorros e APH, Normas Técnicas ABNT e Diretrizes e artigos ICBP.
Informações da publicação:
1ª edição de 20 de julho de 2009, elaborada de setembro de 2008 a julho 2009, valida até próxima edição. Opiniões, elogios, críticas e sugestões para próxima edição, sem previsão, podem ser enviadas para
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. Esteve em consulta nacional por 30 dias, de 15 de junho a 15 de julho de 2009, com acesso público no site www.icbp.com.br.
Abreviações e termos:
- DEA – Desfibrilador Externo Automático, equipamento usado durante socorro em parada cardíaca, em conjunto com manobras de compressão torácica, este aparelho dispara um choque que elimina a fibrilação. em geral é “semi-automático” necessitando da ação do operador para disparar o choque.
- Vítima – pessoa que esteja sofrendo um colapso, neste contexto uma parada cardiorrespiratória.
- PCR – Parada Cardiorrespiratória, situação em que o coração perde sua capacidade de bombear o sangue efetivamente, é uma emergência fatal se não for revertida de imediato.
- RCP – Ressuscitação Cardiopulmonar, manobras de socorro em PCR, consistem de ventilação artificial (respiração boca a boca e similares) e de compressão do tórax (massagem cardíaca).
- Suporte Básico à Vida – Termo internacional para cursos e procedimentos de socorro em emergências potencialmente fatais, em especial engasgo e afogamento, PCR (parada cardiorrespiratória), AVC - Acidente Vascular Cerebral (derrame) e controle de grandes hemorragias. Um resumo deste curso focado em PRC e RCP é o curso DEA Socorro em Ataque e Parada Cardíaca.
- Suporte Avançado – Termo internacional, usado para definir equipe da área de saúde formada por pessoal médico e enfermagem, especializados em procedimentos avançados, típicos de Terapia Intensiva e setor de Emergência, nesse contexto ou é o serviço médico hospitalar de pronto socorros, aonde é levada a vítima, ou é a equipe de APH (Atendimento Pŕe Hospitalar) entendemos a mesma equipe em ambulância equipada tipo UTI indo até a vítima, mesmo se a vítima for atendida por serviço de APH, inevitavelmente será removida ao serviço médico hospitalar.
- AHA/ERC – Entidades internacionais de referencia que publicam artigos e Diretrizes de uso mundial, respectivamente American Heart Association, Associação Americana do Coração, e European Resuscitation Council, Comitê Europeu de Ressuscitação. No Brasil podemos encontrar publicações como artigos, diretrizes e protocolos destas entidades, traduzidas para português do Brasil, no site do ICBP icbp.com.br
- Eletrodos – neste contexto é a parte adesiva, conhecidos como pás, composto por um cabo em geral de dois fios, que em uma extremidade tem um conector para ser conectado ao DEA e nas outras extremidades tem placas flexíveis adesivas de tamanho um pouco mair que um CD, e funciona como meio do DEA analisar o ritmo cardíaco da vítima e também como caminho para o choque caso indicado, o conjunto é descartável um por vítima.
Índice:
02 Prefácio 02 Introdução 02 Objetivo 02 Referências 02 Abreviações e termos 03 Informações da publicação 03 Índice 04 1 - Responsáveis pelo DEA 04 2 - Implantação, manutenção e acesso ao DEA 05 3 - Requisitos do aparelho DEA 05 4 - Plano local de atendimento em Ataque e Parada cardíaca 05 5 - Requisitos para capacitação e treinamento em DEA 06 6 - Procedimentos após atendimento real 06 7 - Modelos anexos
ICBP-1017 Diretrizes para Implantação, manutenção e acesso ao DEA.
1.0 – Responsáveis pelo DEA:
1.1 - Os responsáveis legais pela implantação, manutenção e acesso ao DEA nas empresas são a Diretoria, os integrantes do SESMT e CIPA, Médicos e Enfermagem do trabalho, Engenheiros e Técnicos de Segurança no Trabalho, supervisores e líderes de Bombeiros Civis, Brigadas e equipes de emergência. Em eventos são responsáveis a Produtora ou organizadora, e as equipes contratadas para socorro e atendimento de emergência, Médicos, Enfermagem e Bombeiros Civis. Em caso de ausência do equipamento DEA, de pessoal treinado, ou de condições de uso e acesso ao DEA, em locais no qual estes são exigidos por Lei, acontecendo emergência com vítima de parada cardíaca, com consequências extremas incluindo até a morte desta vítima, a pessoa jurídica da empresa e as pessoas físicas destes profissionais responsáveis citados, poderão responder legalmente pelas consequências. 1.2 – O responsável pelo DEA, deve ter condições, por meios e equipe própria, ou por empresa contratada, a dimensionar, implantar e manter o DEA acessível conforme estas diretrizes, atendendo ainda caso existam, as Normas e Leis vigentes em nível Nacional, Estadual e Municipal. O responsável deve ainda promover ou contratar empresa para capacitação de pessoal dimensionado de forma adequada, e posterior a capacitação, agendar treinamentos práticos e exercícios simulados. Deve ser designado profissional ou equipe para proceder as rotinas de verificação e manutenção do DEA na empresa, estas rotinas são diárias e mensais e devem ser documentadas.
2.0- Implantação, manutenção e acesso ao DEA.
2.1 - Os aparelhos DEA devem existir em quantidade e disposição, tal que algum DEA chegue em qualquer ponto do local em menos de 5 minutos da constatação da emergência, que o DEA esteja em local de passagem, de fácil acesso e sinalizado conforme ICBP-1019 Diretrizes para sinalização universal de DEA. O DEA precisa ser acessível, não pode estar em local trancado, escondido ou de difícil acesso. 2.2 - Na empresa deve haver responsáveis que executem a manutenção do DEA, incluindo as inspeções e verificações de segurança, sendo: a) Verificação diária da integridade do aparelho e seus acessórios, conferindo o marcador de carga da bateria e se o painel de auto-teste do DEA marca “OK”. b) Verificação mensal da validade dos suprimentos (kit de RCP, eletrodos e baterias ou pilhas), solicitando e promovendo a troca destes itens, antes que expire a data de validade. Documentar estas verificações em planilha contendo data e hora, a identificação do responsável (nome, nº de identificação e assinatura) e do DEA (marca, modelo, nº de série e local do aparelho) que deve ser arquivada junto a documentação do aparelho. 2.3 – A cada no máximo 5 anos, o DEA deve ser enviado para o suporte técnico oficial, para revisão afim de garantir que mantenha as condições adequadas de funcionamento e esteja com protocolo atualizado. O DEA deve ser encaminhado de imediato a revisão caso o equipamento sofra queda acima da resistência especificada pela fabricante, exposição a frio ou calor intenso, submersão ou outra condição crítica, ou ainda se o marcador de auto-teste no painel indicar defeito ou falha no equipamento. A empresa que realize a revisão deve devolver o equipamento revisado acompanhado de laudo assinado pelo responsável técnico, atestando as boas condições do equipamento, este laudo deve conter a identificação da empresa de suporte (Nome, CNPJ, endereço, contato e nome do responsável) e do aparelho (marca, modelo e Nº de série), e ser anexado a documentação do DEA.
3.0 – Requisitos do equipamento DEA:
3.0 – O DEA, de procedência nacional ou importado, deve possuir os devidos registros e certificados junto a ANVISA e INMETRO, possuir representação e assistência técnica nacional. 3.1 - O aparelho DEA, deve estar no idioma local, e configurados com a programação das atuais Diretrizes internacionais AHA/ERC, consultar site icbp.com.br. Até esta publicação, o programa padrão é: Análise inicial imediata e repetida a cada 2 minutos e apenas um choque por análise se indicado automaticamente em casos de fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso. Caso o DEA esteja no programa antigo de 3 choque seguidos por análise, deve ser contatado urgente a assistência técnica para atualização, pois o DEA desatualizado vai agravar o risco de morte á vítima. 3.2 - O DEA deve possuir sistema de gravação de dados, que funcione de forma automática iniciado quando o DEA for ligado e continue gravando durante o período em que estiver em usado, que os dados desta gravação, possam ser resgatados para gerar relatório do atendimento. 3.3 - Junto ao aparelho DEA deve haver um Kit de socorro para RCP e DEA (relação anexa), e um alarme ou telefone direto ou com o numero visível, ou rádio, ou outro meio de comunicação para acionar socorro local e/ou o Suporte Avançado, haver ainda bateria e eletrodos (conhecidos como pás) reserva além das já conectadas ao DEA ou juntas a ele prontas para uso. 3.4 – Caso o DEA esteja dentro de cabine ou armário, estas devem ter a porta com área transparente o suficiente para que se observe o DEA em seu interior e se visualize o painel do aparelho indicando “OK” no auto-teste e o nível de carga da bateria, Esta cabine ou armário, nunca pode estar trancada, caso tenha lacre, este deve ser de fácil abertura com as próprias mãos. A cabine ou armário onde esta contido o DEA deve possuir a sinalização universal de DEA conforme ICBP 1019, e as proximidades devem conter sinalização de indicação também. Caso esta cabine ou armário esteja dentro de uma sala, a porta desta sala nunca deverá ser trancada e deve conter a sinalização na porta.
4.0 – Plano local de socorro em Ataque e Parada cardíaca:
4.1 - Deve haver um plano local de atendimento em Emergência Cardíaca, prevendo todo fluxo de atendimento, desde a constatação da emergência até o acionamento e chegado do, ou ao Suporte Avançado, haver um resumo deste plano fixado próximo ao DEA, e ser na integra de conhecimento de todos que prestem serviço de forma direta ou indireta. 4.2 – No plano de atendimento a emergência, deve ser previsto e estabelecido um número de ramal preferencial ou meio de comunicação direta para acionar a equipe interna de emergência, este número deve ser amplamente divulgado. 4.3 - A apresentação dos pontos de acesso ao DEA, e do número de emergência na empresa, deve atingir todos e ser incluso na integração de novos funcionários, mesmo para aqueles que não possuem capacitação em socorro com DEA.
5.0 – Requisitos para capacitação e treinamento:
5.0 - O curso de capacitação, promovido por equipe própria ou por empresa de treinamento contratada, de DEA ou Suporte Básico à Vida, devem atender a Diretriz ICBP-1018 Requisitos para Cursos de Suporte Básico à Vida e DEA, conforme padrões internacionais, renovar o treinamento anualmente. 5.1 – A escolha de pessoal para treinamento deve considerar a distribuição deste pessoal em setores e turnos de trabalho, tal que em todo período de atividades ou permanência exitam pessoas capacitadas para socorro. 5.2 – Além das exigências legais, é altamente recomendado que todos os integrantes do SESMT, CIPA, Bombeiros Civis, Brigada de Incêndio e Emergência e profissionais de atividades de risco, professores, gerentes e líderes de equipes, sejam capacitados no uso de DEA. 5.3 – Os responsáveis pelo Acesso ao DEA da empresa devem manter registros atualizados de todo pessoal treinado, para conferência e fiscalização, no caso de saída ou afastamento de membros, promover novas capacitações, de forma que sempre existam pessoas em numero suficiente para socorro adequado. 5.4– É altamente recomendado que o pessoal capacitado no DEA, treine em prática simulada a cada 3 meses. No caso de Bombeiros e pessoal de saúde e emergência, este treinamento deve ser mensal. 5.5 - A cada, no máximo, 6 meses os responsáveis pelo DEA na empresa devem promover simulação de atendimento, avaliando tempo e qualidade de resposta, relatar os resultados apontando falhas e sugerindo melhoras no plano, documentar e aplicar estas melhoras. Considerar a simulação desde a constatação da emergência, até o momento em que a vítima seria levada ao serviço médico hospitalar ou a chegada do Suporte Avançado. As simulações devem gerar relatórios avaliando desempenho, apontando falhas e sugerindo melhoras, documentar e aplicar as melhorias.
6.0 - Condutas após atendimento real com o DEA:
6.1 - Em situação de socorro real, deve ser preenchido relatório padrão de atendimento com uso de DEA, e a este serem anexado relatório da “gravação de atendimento feita automaticamente pelo aparelho DEA”. 6.2 – Após uso do DEA, o responsável pelo DEA na empresa deve ser informado, proceder com urgência o resgate dos dados do atendimento gravados automaticamente pelo DEA, e gerar relatório. Preencher relatório e documentar o ocorrido, anexando ao histórico do DEA, se possível relatar evolução da vítima após encaminhamento ao suporte avançado, para estatísticas e índices de sobrevivência e mortalidade. Verificar o equipamento, se necessário trocar ou recarregar a bateria, testar o DEA, se OK ir ao próximo item, se não encaminhamento a revisão. Repor de itens descartáveis usados, Kit de RCP e DEA e eletrodos. Repor o equipamento ao local comum. È recomendado que após um atendimento, seja divulgada como incentivo para o publico geral e feito reunião com as equipes de emergência para discutir os pontos positivos e possíveis melhoras.
7.0 - Modelos anexos:
7.1 – Roteiro de implantação do Programa de Acesso ao DEA. 7.2 - Planilha de checagem diária resumida do Sistema DEA. 7.3 - Planilha de checagem mensal completa do Sistema DEA. 7.4 - Relatório de atendimento de Emergência com DEA. 7.5 – Relação de itens do Kit RCP e DEA. 7.6 – Modelo de plano de atendimento em Parada Cardíaca.
(final da publicação.)

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